Comentário Mensal - RUMOS

Janeiro/2026

Internacional

Ao final de dezembro de 2025 e início de janeiro de 2026, o cenário internacional passou a ser marcado por um ambiente mais complexo, combinando avanços no ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos com o aumento de tensões geopolíticas e comerciais. O Federal Reserve, após realizar cerca de 75 bps em cortes ao longo do segundo semestre de 2025, optou por pausar o ciclo na reunião de janeiro, avaliando que a taxa básica se encontra próxima do juro neutro e reforçando uma postura claramente dependente dos dados.

Apesar de o processo de desinflação seguir de forma gradual e ainda apresentar alguma resistência, os indicadores de atividade mostraram uma economia americana resiliente, porém com sinais de arrefecimento no mercado de trabalho, o que reduziu o risco de um superaquecimento prolongado. Esse ambiente sustentou uma leitura favorável para ativos de risco.

No campo geopolítico e comercial, o início de 2026 foi marcado por episódios relevantes de volatilidade, incluindo novas ameaças tarifárias por parte dos Estados Unidos, tensões envolvendo União Europeia, Canadá, China, Irã e Venezuela, além de ruídos relacionados à sucessão no comando do Fed. Esse conjunto de fatores estimulou uma busca por ativos de proteção e diversificação, com destaque para a valorização das commodities e para o enfraquecimento do dólar globalmente.

Brasil

No Brasil, ao longo do quarto trimestre de 2025, a atividade econômica começou a apresentar sinais mais claros de moderação, após um ano marcado por estímulos relevantes e crescimento acima do potencial. A leitura predominante passou a ser de uma acomodação gradual do ciclo econômico, com crescimento mais equilibrado ao final do ano e início de 2026.

Na esfera monetária, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15,00% a.a., reforçando uma condução cautelosa da política monetária e a necessidade de monitorar atentamente a convergência da inflação. As comunicações recentes abriram espaço para o início de um ciclo de cortes já a partir de março de 2026, em ritmo moderado, condicionado à manutenção das expectativas inflacionárias ancoradas e à ausência de pressões adicionais de demanda.

No campo fiscal e político, o ambiente doméstico permaneceu, até o momento, em segundo plano diante do contexto externo favorável. Ainda assim, a aproximação do calendário eleitoral de 2026 passou a ganhar maior relevância no debate econômico, com expectativa de aumento da volatilidade à medida que o processo eleitoral avance. Medidas de estímulo parafiscal previstas para 2026 tendem a sustentar a atividade econômica próxima ao seu crescimento potencial, ao mesmo tempo em que reforçam a importância da disciplina fiscal como fator-chave para a trajetória dos ativos locais.

 

Classes de Ativo do Plano CD

Renda Fixa Soberana: +1,16%

É esperado que a Renda Fixa Soberana tenha desempenho próximo ao CDI, que acompanha a Selic, mantida em patamar elevado ao longo de 2025 e para o início de 2026. Esse nível de juros reflete um ambiente ainda desafiador, com inflação resistente e incertezas fiscais. Em janeiro, o COPOM decidiu manter os juros em 15%, indicando que o ciclo de corte de juros começará em breve e será feito se os dados indicarem a desaceleração da economia.

Em jan/26, a Classe Renda Fixa Soberana teve um retorno de +1,16% ficando em linha com o benchmark
(CDI), que subiu +1,16% no período. Em 12 meses, a Classe acumula retorno de +14,36%, em linha com o
CDI que acumula +14,49%.

Renda Fixa Juro Real: +0,26%

Em jan/26, a Classe Renda Fixa Juro Real teve um retorno de +1,15%, ficando acima do benchmark (IMA B 5+), que subiu apenas +0,84% no período. A duration da Classe é de 8,69, abaixo do IMA-B 5+ com 9,73. A performance positiva é explicada pelo movimento de fechamento das taxas das NTN-Bs, principalmente por conta do provável início do ciclo de corte de juros.

Em 36 meses, a carteira acumula +31,17% de retorno e o IMAB5+ +27,10%.

Renda Fixa Global com Hedge: +1,50%

Em jan/26, a Classe Renda Fixa Global com Hedge teve um retorno de +1,50%, ficando acima do benchmark (CDI) que subiu +1,16%, no período e abaixo do objetivo de retorno (CDI + 2% a.a.) que subiu +1,33%.

Em 36 meses, a Classe acumula +43,49% de retorno, abaixo do objetivo de retorno que sobe +52,08% e acima do benchmark que subiu +17,75%, apenas.

Do lado da Oaktree, o início de 2026 foi marcado por desempenho positivo dos ativos de crédito já em carteira, com destaque para high yield, senior loans e CLOs, sustentados por carrego elevado e fundamentos sólidos. Crédito imobiliário manteve estabilidade, enquanto a estratégia seguiu focada em qualidade, seletividade e menor sensibilidade a juros.

Renda Variável Local: +12,57%

Em jan/26, a Classe Renda Variável Local teve um retorno de +12,57%, ficando em linha do benchmark (IBOV), que subiu +12,56% no período. Foi mais um mês positivo para a bolsa brasileira, assim como todo o ano de 2025, especialmente com entrada de capitais estrangeiros. Vale reforçar que a alocação é apenas Gestão Passiva, ou seja, busca ter desempenho em linha com o Ibovespa.

Em 36 meses, a carteira acumula uma alta de +59,76% e o IBOV +59,89%.

Renda Fixa Global: +3,97%

A Classe Renda Fixa Global caiu -3,97%, em linha do seu benchmark (Bloomberg Global Aggregate (BRL)) que caiu -4,10%. Em janeiro, o fundo da MAN caiu -3,61% em real e o fundo da Oaktree -4,15%, por conta da desvalorização do Dólar frente ao real (-4,33%). Em dólar, a performance de ambos os fundos foi positiva, Man +1,21% e a Oaktree +0,51%.

Nota: Os comentários dos fundos da Classe são os mesmos apresentados na Classe Renda Fixa Global com Hedge, a diferença de Renda Fixa Global para a Renda Fixa Global com Hedge consiste na exposição cambial, ou seja, enquanto os fundos da Classe com Hedge não possuem exposição cambial, essa Classe pode sofrer com a variação do dólar.

Renda Variável Global: -2,92%

Essa Classe aloca exclusivamente no BDR de ETF de S&P 500 (BIVB39), que, por sua vez, busca replicar o S&P 500 que é um índice que reflete o desempenho das 500 maiores empresas negociadas em bolsa nos Estados Unidos.

No mês de janeiro, a Classe caiu -2,92%,em linha com o S&P 500, que teve retorno de -2,94%.

 

Plano BD

BD Consolidada: 0,75%

Atualmente a alocação do BD está somente LFTs e NTNBs, devido a liquidação da Classe global para pagamento de benefícios de dezembro.

No mês, a carteira entregou rentabilidade de +0,75%, em linha da prévia do IPCA+5,14% a.a. que subiu +0,75%. Em 36 meses, o Plano está com um retorno acumulado de +35,91% acima da prévia do IPCA+5,14% a.a. +35,26% de retorno.

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