Rumos Previdência · Plano BD (Meta Atuarial) e Plano CD (6 Classes de Ativos)
Competência: Setembro 2026 Data de posição: 30/09/2026
INTERNACIONAL
O Federal Reserve (o banco central americano) elevou os juros pela primeira vez desde 2023. Na reunião de 15 e 16 de setembro, a taxa subiu 0,25 p.p., para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, em decisão unânime. O presidente do Fed, Kevin Warsh, justificou a alta afirmando que a inflação nos Estados Unidos permanece elevada há muito tempo e que os riscos de novas pressões de preços aumentaram, enquanto o mercado de trabalho segue equilibrado. No fim do mês, o índice de inflação PCE (medida de preços preferida pelo Fed) veio abaixo do esperado, com alta de 3,4% em doze meses e núcleo de 0,2% no mês, o que reduziu as apostas de nova alta em outubro: o mercado passou a atribuir cerca de 63% de chance de manutenção dos juros.
O destaque negativo do mês foi a forte alta dos juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), o que derrubou o preço dos títulos já emitidos. Indicadores de atividade fortes, sinais de alta nos custos das empresas, a expectativa de novos aumentos de juros e a grande demanda por financiamento ligada à construção de data centers pressionaram as taxas: a de 30 anos chegou a 5,44%, maior nível desde 2004, e a de 10 anos superou 5,30%, maior patamar desde 2002. O petróleo também subiu com força, com o Brent avançando cerca de 14% no mês e fechando em US$ 103,50 por barril (o WTI terminou em US$ 90,42), diante da manutenção das sanções ao Irã e do risco persistente no Estreito de Ormuz. Nas bolsas, o S&P 500 recuou 0,4% em setembro, o Dow Jones caiu 4,3% e o Nasdaq subiu 1,9%, sustentado pelas empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial.
BRASIL
O Copom cortou a Selic em 0,25 p.p. na reunião de 15 e 16 de setembro, levando a taxa a 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo desde março (redução acumulada de 1,25 p.p.). O comunicado manteve tom cauteloso, indicando que a extensão total do ciclo dependerá de novas informações e que os riscos para a inflação seguem mais elevados que o usual, com viés de alta. Na inflação, os sinais foram mistos. O IPCA de agosto registrou deflação de 0,32%, mais intensa que o esperado, e o acumulado em doze meses recuou para 4,22%, dentro do intervalo de tolerância da meta de 3%. Já o IPCA-15 de setembro (prévia da inflação) subiu 0,70%, acima das expectativas, levando o acumulado em doze meses a 4,47%, puxado principalmente pela conta de luz, que avançou 7,42% após o fim do bônus de Itaipu aplicado no mês anterior.
No comércio exterior, seguiram em vigor a tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros desde julho e a sobretaxa de 12,5% acrescentada depois. Representantes dos dois países voltaram a se reunir no fim do mês, durante encontro do G20 nos Estados Unidos, mas até o fechamento de setembro não havia acordo nem redução das sobretaxas. Mesmo assim, os ativos brasileiros tiveram bom desempenho: o Ibovespa subiu 5,03% no mês, o melhor resultado desde janeiro, fechando em 186.340 pontos e acumulando alta de 15,65% no ano, com destaque para os bancos. O dólar recuou 0,15% em setembro, encerrando o mês em R$ 5,17. Na reta final do mês, a proximidade do primeiro turno das eleições, no início de outubro, aumentou a volatilidade dos ativos locais
Benchmark: Prévia da Meta Atuarial (IPCA + 5,57% a.a.) · Horizonte: 36 meses
O Plano BD registrou retorno de +0,66% em setembro, abaixo da Prévia da Meta Atuarial, que subiu +1,18%.
No acumulado do ano, o Plano BD entrega retorno de +7,75% frente a +8,11% da Prévia da Meta Atuarial. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado é de +33,84%, enquanto a Prévia da Meta Atuarial sobe +33,66%
Benchmark: CDI · Horizonte: 12 meses
ALOCAÇÃO Rumos Soberano FIF 100%
A classe Renda Fixa Soberana registrou retorno de +1,05% em setembro, abaixo do CDI, que subiu +1,08%. A carteira, composta exclusivamente por títulos públicos pós-fixados (LFT/Tesouro Selic), acompanhou de perto a taxa básica de juros, em um mês marcado pelo corte da Selic para 13,75% ao ano, cumprindo seu papel de preservação de capital com baixa volatilidade e elevada liquidez.
No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +10,42% frente a +10,51% do CDI. No horizonte de 12 meses, o retorno acumulado é de +14,36%, enquanto o CDI sobe +14,48%.
Benchmark: IMA-B 5+ · Horizonte: 36 meses
ALOCAÇÃO Duprev FIRF 100%
A classe Renda Fixa Juro Real registrou retorno de +3,49% em setembro, abaixo do IMA-B 5+, que subiu +3,82%. A duration da classe é de 8,32 anos, inferior à duration do IMA-B 5+, de 9,48 anos. O fechamento das taxas dos ativos que compõem a carteira do fundo impactou positivamente a performance da classe no mês.
No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +9,33% frente a +8,85% do IMA-B 5+. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado é de +25,84%, enquanto o IMA-B 5+ sobe +20,88%.
Benchmark: CDI · Objetivo: CDI + 2% a.a. · Horizonte: 36 meses
ALOCAÇÃO Oaktree Global Credit BRL 66,7% Man GLG High Yield BRL 33,3%
A classe Renda Fixa Global com Hedge registrou retorno de -0,69% em setembro, abaixo do CDI, que subiu +1,08%. Os fundos que compõem a classe entregaram, no mês, -0,72% (Oaktree BRL) e -0,64% (Man BRL).
O fundo Oaktree recuou em setembro, em um mês de alta das Treasuries e abertura de spreads no crédito. A diversificação entre classes ajudou a limitar a perda: os empréstimos de taxa flutuante (leveraged loans), nos Estados Unidos e na Europa, sofreram pouco com a alta de juros por terem baixa duration, e o crédito estruturado também contribuiu positivamente. O high yield foi o principal detrator, e a gestora vê o carrego elevado da carteira como proteção diante da volatilidade.
Concentrado em high yield, justamente o segmento que mais pesou na Oaktree, o fundo Man também recuou. Como a piora foi mais forte nos papéis de rating mais baixo, a seleção criteriosa de emissores fez diferença. A gestora mantém um posicionamento defensivo, com preferência por títulos de vencimento mais curto, lastreados em ativos reais e geração de caixa previsível, e ampliou a exposição a emissores americanos ao longo do mês.
No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +8,14% frente a +10,51% do CDI. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado é de +47,54%, enquanto o CDI sobe +44,04%.
Benchmark: Ibovespa · Horizonte: 36 meses
ALOCAÇÃO Rumos RV Local 100%
A classe Renda Variável Local registrou retorno de +5,06% em setembro, acima do Ibovespa, que subiu +5,03%. O principal motor foi a volta do investidor estrangeiro, que aportou cerca de R$ 9,6 bilhões na B3 após a forte saída de agosto.
No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +15,99% frente a +15,65% do Ibovespa. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado é de +59,80%, enquanto o Ibovespa sobe +59,86%.
Benchmark: Barclays Global Agg. (BRL) · Horizonte: 36 meses
ALOCAÇÃO Oaktree Global Credit USD 66,7% Man GLG High Yield USD 33,3%
A classe Renda Fixa Global registrou retorno de -1,56% em setembro, acima do Barclays Global Agg., que desceu -1,65%. Em dólares, os fundos renderam -1,34% (Oaktree USD) e -1,67% (Man USD) no mês. Já em reais, os fundos renderam -1,45% (Oaktree BRL) e -1,79% (Man BRL). O dólar (PTAX) variou -0,01% no mês.
No acumulado do ano, a classe entrega retorno de -4,38% frente a -7,18% do Barclays Global Agg. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado é de +30,55%, enquanto o Barclays Global Agg. sobe +17,21%.
Benchmark: S&P 500 (BRL) · Horizonte: 36 meses
ALOCAÇÃO iShares Core S&P 500 (BDR) 100%
A classe Renda Variável Global apresentou retorno de -0,36% em setembro, resultado da combinação entre a performance do ativo em dólar e a variação cambial no período. Em dólares, o iShares Core S&P 500 (BDR) retornou -0,35%, enquanto o dólar (PTAX) variou -0,01% no mês. Assim, com variação cambial praticamente nula, o resultado em reais decorreu principalmente do retorno do ativo
em dólar.
No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +6,15% frente a +6,16% do S&P 500. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado é de +91,77%, enquanto o S&P 500 sobe +92,01%.
Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.