Comentário Mensal - RUMOS

Comentários Mensais · Performance das Classes de Ativos

Rumos Previdência · Plano BD (Meta Atuarial) e Plano CD (6 Classes de Ativos)

Competência: Agosto 2026     Data de posição: 31/08/2026


 

CENÁRIO MACROECONÔMICO


INTERNACIONAL
O Federal Reserve, sob a presidência de Kevin Warsh, chegou ao mês vindo da decisão de 28 e 29 de julho, quando manteve a taxa em 3,50% a 3,75% pela quinta reunião consecutiva, por maioria de 9 votos a 3. O foco do período recaiu sobre o simpósio de Jackson Hole, realizado entre 27 e 29 de agosto, no qual Warsh fez seu primeiro discurso como presidente do Fed. Fiel ao estilo mais dependente de dados que já o levara a remover a orientação prospectiva dos comunicados, ele evitou se comprometer com uma trajetória, deixando a decisão de setembro (reunião de 15 e 16) condicionada aos próximos números, sobretudo o CPI de agosto, previsto para 11 de setembro. A inflação seguiu pressionada, rodando em torno de 3,4% em doze meses, bem acima da meta de 2%, e o mercado passou a precificar cerca de 55% de probabilidade de alta de 0,25 p.p. em setembro, com o dirigente Christopher Waller reforçando que sua decisão dependerá fortemente da leitura de preços.

No campo geopolítico, o conflito entre Estados Unidos e Irã manteve o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho sob tensão. Ataques a navios reacenderam dúvidas sobre a reabertura plena de Ormuz, e a Casa Branca, sob Donald Trump, avançou com um plano global de sanções voltado a isolar economicamente o Irã. O petróleo, que encerrara julho perto de US$ 90 após ter superado US$ 100 no pico do prêmio de guerra, oscilou bastante em agosto e terminou o mês em torno de US$ 92 no Brent e US$ 85 no WTI, com a EIA projetando o retorno da produção da região aos níveis pré-conflito apenas no início de 2027. A combinação de inflação persistente, oferta elevada de títulos do Tesouro, déficits fiscais crescentes e o ciclo de investimento ligado à inteligência artificial pressionou os juros longos: a Treasury de dez anos atingiu 4,76%, máxima em dezessete meses, encerrando o mês perto de 4,73%. Ainda assim, as bolsas americanas tiveram desempenho positivo, com o S&P 500 subindo 2,7% em agosto, puxado pelo setor de energia (alta de 7,0% no mês e de 44,2% no ano), e o Nasdaq também no azul

BRASIL
O Copom deu sequência ao ciclo de flexibilização e cortou a Selic em 0,25 p.p. na reunião de 4 e 5 de agosto, levando a taxa a 14,00%, no quarto corte consecutivo do ano e em decisão unânime. A ata, divulgada em 11 de agosto, manteve um tom que preserva espaço para a continuidade da queda dos juros, e o mercado passou a trabalhar com novo corte na reunião de 15 e 16 de setembro, que levaria a Selic a 13,75%. O pano de fundo seguiu cooperativo na inflação corrente: o IPCA de julho consolidou surpresas baixistas, com o acumulado em doze meses recuando para 4,44%, e o IPCA-15 de agosto reforçou a tendência, com deflação de 0,40% no mês e 4,24% em doze meses, dentro da banda de tolerância em torno da meta de 3%.

O principal ruído voltou a vir do canal comercial. Aos 25% de tarifa adicional aplicados desde o fim de julho somou-se uma sobretaxa de 12,5% ligada à alegação de trabalho forçado, com a ameaça latente de uma tarifa de 50%, inicialmente adiada. No fim do mês o quadro melhorou na margem: em 31 de agosto, após conversa entre Lula e Trump, os dois países retomaram as negociações, com Washington sinalizando disposição de buscar um acordo, ainda que o governo brasileiro siga temeroso de que o tarifaço se torne permanente. O real mostrou resiliência, apoiado no carrego real elevado, com o dólar recuando para a casa de R$ 5,14 ao fim de agosto. Já o Ibovespa teve mês volátil e desafiador: caiu com força na primeira metade, na maior sequência de perdas diárias desde 2023, em meio à saída de capital estrangeiro e às incertezas eleitorais, antes de recuperar parte do terreno com nove altas seguidas na reta final, encerrando próximo da estabilidade e ainda acumulando valorização expressiva no ano. O ambiente político permaneceu tenso às vésperas das eleições de outubro, com pesquisas apontando disputa acirrada e o mercado atento ao risco fiscal e à trajetória do emprego

PLANO BD · META ATUARIAL


Plano BD (Consolidado)

Benchmark: Prévia da Meta Atuarial (IPCA + 5,57% a.a.) · Horizonte: 36 meses

MÊS
+0,36%

vs Meta +0,17%
+0,19%

NO ANO
+7,05%

vs Meta +6,90%
+0,14%

36 MESES
+33,76%

vs Meta +34,32%
-0,41%

O Plano BD registrou retorno de +0,36% em agosto, acima da Prévia da Meta Atuarial que subiu +0,17%.

No acumulado do ano, o Plano BD entrega retorno de +7,05% frente a +6,90% da Meta Atuarial. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado é de +33,76%, enquanto a Meta Atuarial acumula +34,32%

Meta Atuarial: considera a série que acompanha as informações ao longo do tempo — 02/01/2023 a 31/12/2023: IPCA + 5,06% a.a. · 02/01/2024 a 31/12/2025: IPCA + 5,14% a.a. · a partir de 02/01/2026: IPCA + 5,57% a.a

 

PLANO CD · CLASSES DE ATIVOS


Renda Fixa Soberana

Benchmark: CDI · Horizonte: 12 meses

ALOCAÇÃO Rumos Soberano FIF 100%

MÊS
+1,09%

vs CDI +1,09%
+0,00%

NO ANO
+9,28%

vs CDI +9,33%
-0,05%

12 MESES
+14,65%

vs CDI +14,63%
-0,08%

A Classe Renda Fixa Soberana registrou retorno de +1,09% em agosto, em linha com o CDI, que subiu +1,09%. Após o corte de 0,25 p.p. do Copom em 5 de agosto, a taxa básica passou a 14,00%, e o CDI segue rodando em patamar de dois dígitos, o que mantém a atratividade dos títulos atrelados à Selic (LFT/Tesouro Selic). O apelo da classe continua sustentado pela combinação de juro real alto, baixa volatilidade e liquidez, num ambiente em que o ciclo de cortes tende a reduzir apenas gradualmente o retorno corrente. Com o mercado precificando novo corte na reunião de 15 e 16 de setembro, o CDI deve seguir em leve desaceleração ao longo do segundo semestre, ainda que em nível que preserva o pós-fixado como referência defensiva das carteiras.

No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +9,28% frente a +9,33% do CDI. No horizonte de 12 meses, o retorno acumulado de +14,54% enquanto o CDI sobe +14,63%.

 

Renda Fixa Juro Real

Benchmark: IMA-B 5+ · Horizonte: 36 meses

ALOCAÇÃO Duprev FIRF 100%

MÊS
+1,71%

vs IMA-B 5+ +1,81%
-0,10%

NO ANO
+5,65%

vs IMA-B 5+ +4,84%
+0,77%

36 MESES
+20,11%

vs IMA-B 5+ +14,19%
+5,18%

A Classe Renda Fixa Juro Real registrou retorno de +1,71% em agosto, abaixo do IMA-B 5+ que subiu +1,81%. As NTN-B (Tesouro IPCA+) de prazos mais longos, reunidas no índice IMA-B 5+, tiveram valorização expressiva em agosto. O ganho do mês foi puxado pelo fechamento das taxas reais nos vértices longos da curva, movimento amplificado pela elevada duration desses papéis, que torna seus preços bastante sensíveis a variações de juros. A queda das taxas reais foi sustentada pela leitura benigna da inflação corrente, com o IPCA de julho e o IPCA-15 de agosto reforçando a tese de convergência, e pela expectativa de continuidade do ciclo de cortes da Selic sinalizada na ata do Copom de 11 de agosto. A duration da Classe é de 8,27 anos, abaixo do IMA-B 5+, que é 9,44 anos, o que explica o desempenho ligeiramente inferior ao benchmark em um mês de fechamento concentrado na ponta longa.

No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +5,65% frente a +4,84% do IMA-B 5+. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado de +20,11% enquanto o IMA-B 5+ sobe +14,19%.

 

Renda Fixa Global com Hedge

Benchmark: CDI · Objetivo: CDI + 2% a.a. · Horizonte: 36 meses

ALOCAÇÃO Oaktree Global Credit BRL 66,7% Man GLG High Yield BRL 33,3%

MÊS
+1,39%

vs CDI +1,09%
+0,30%

vs Obj. +1,26%
+0,13%


FUNDOS (BRL)
Oaktree
+1,50%

Man
+1,16%

NO ANO
+8,90%

vs CDI +9,33%
-0,39%

vs Obj. +10,76%
-1,68%


FUNDOS (BRL)
Oaktree
+8,65%

Man
+10,29%

36 MESES
+46,99%

vs CDI +43,89%
+2,16%

vs Obj. +52,65%
-3,71%


FUNDOS (BRL)
Oaktree
+51,34%

Man
+62,09%

A Classe Renda Fixa Global com Hedge registrou retorno de +1,39% em agosto, acima do CDI que subiu +1,09% e do objetivo de CDI + 2% a.a., que avançou +1,26%. Com a proteção cambial, o carrego em reais sustentou o resultado: os fundos entregaram +1,50% (Oaktree BRL) e +1,16% (Man BRL).

O fundo Oaktree teve um bom resultado em agosto principalmente porque os juros de curto e médio prazo nos Estados Unidos caíram, o que beneficiou os investimentos com prazos mais curtos dentro da carteira. Além disso, o mercado de crédito seguiu estável, sem sinais de estresse, o que permitiu manter os investimentos que pagam uma renda mais alta sem precisar reduzir posições por precaução. Essa combinação favoreceu principalmente os empréstimos de taxa flutuante (tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, especialmente na Europa) e os títulos de crédito de maior risco (high yield), já que as empresas continuaram apresentando resultados financeiros consistentes. Como o cenário permaneceu favorável, a gestora optou por manter a estratégia como estava, sem fazer mudanças no portfólio.

No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +8,90% frente a +9,33% do CDI. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado de +46,99% enquanto o CDI sobe +43,89%

 

Renda Variável Local

Benchmark: Ibovespa · Horizonte: 36 meses

ALOCAÇÃO Rumos RV Local 100%

MÊS
-0,21%

vs Ibovespa -0,33%
+0,12%

NO ANO
+10,40%

vs Ibovespa +10,11%
+0,26%

36 MESES
+53,23%

vs Ibovespa +53,29%
-0,04%

A Classe Renda Variável Local registrou retorno de -0,21% em agosto, acima do Ibovespa que recuou -0,33%. O índice caiu com força na primeira metade do mês, na maior sequência de perdas diárias desde 2023, em meio à saída de capital estrangeiro e às incertezas eleitorais, antes de recuperar parte do terreno com nove altas seguidas na reta final, encerrando próximo da estabilidade e ainda com valorização expressiva no ano.

No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +10,40% frente a +10,11% do Ibovespa. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado de +53,23% enquanto o Ibovespa sobe +53,29%.

 

Renda Fixa Global

Benchmark: Barclays Global Agg. (BRL) · Horizonte: 36 meses

ALOCAÇÃO Oaktree Global Credit USD 66,7% Man GLG High Yield USD 33,3%

MÊS
+2,59%

vs Barclays +2,16%
+0,42%


  
      BRL
     USD

Oaktree
+2,43%
+0,70%

Man
    +2,91%
+0,84%


Dólar (PTAX)
+2,05%

NO ANO
-2,86%

vs Barclays -5,62%
+2,93%


  
     BRL
     USD

Oaktree
-3,89%
+2,39%

Man
    -0,77%
+5,38


Dólar (PTAX)
-5,83%

36 MESES
+34,49%

vs Barclays +19,16%
+12,86%


  
     BRL
     USD

Oaktree
+29,97%
+26,67%

Man
    +44,09%
+36,87%


Dólar (PTAX)
+5,28%

A Classe Renda Fixa Global registrou retorno de +2,59% em agosto, acima do Barclays Global Agg. (BRL) que subiu +2,16%. Os dois fundos da classe avançaram em dólares, +0,70% (Oaktree) e +0,84% (Man), e, como a classe não tem proteção cambial, a alta do dólar (PTAX) de +2,05% no mês ampliou o resultado em reais, para +2,43% e +2,91%. O ganho do mês, portanto, vem principalmente do efeito cambial.

No acumulado do ano, a classe entrega retorno de -2,86% frente a -5,62% do Barclays Global Agg. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado de +34,49% enquanto o Barclays Global Agg. sobe +19,16%

 

Renda Variável Global

Benchmark: S&P 500 (BRL) · Horizonte: 36 meses

ALOCAÇÃO iShares Core S&P 500 (BDR) 100%

MÊS
+4,83%

vs S&P 500 +4,83%
-0,00%


Dólar (PTAX)
+2,05%

NO ANO
+6,53%

vs S&P 500 +6,54%
-0,01%


Dólar (PTAX)
-5,83%

36 MESES
 +86,61%

vs S&P 500 +86,71%
 -0,05%


Dólar (PTAX)
  +5,28%

A Classe Renda Variável Global apresentou retorno de +4,83% em agosto, resultado da combinação entre a performance do ativo em dólar e a variação cambial no período. O S&P 500 teve desempenho sustentado pela resiliência dos lucros corporativos apesar do ambiente de juros elevados e das tensões geopolíticas, subindo +2,72% em dólares no mês, puxado pelo setor de energia. Com o dólar (PTAX) avançando +2,05%, os dois efeitos somaram-se e o retorno em reais mais que dobrou o ganho da bolsa americana.

No acumulado do ano, a classe entrega retorno de +6,53% frente a +6,54% do S&P 500. No horizonte de 36 meses, o retorno acumulado de +86,61% enquanto o S&P 500 sobe +86,71%


Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Retornos líquidos da taxa de administração e brutos de impostos, salvo indicação em contrário. As diferenças em relação aos benchmarks são calculadas pela razão entre os retornos acumulados da classe e do benchmark na respectiva janela. Documento de caráter informativo, elaborado pela Rumos Previdência.

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