Internacional
Em abril de 2026, o cenário internacional seguiu condicionado pela guerra entre Estados Unidos e Irã e pelos impactos do choque de petróleo sobre inflação, juros e apetite a risco. Após sinais iniciais de arrefecimento do conflito, os mercados chegaram a registrar algum alívio, com recuperação das bolsas globais e redução parcial da pressão sobre os juros. Ainda assim, a incerteza permaneceu elevada, especialmente diante das negociações envolvendo o acordo nuclear com o Irã e dos riscos associados ao Estreito de Ormuz.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada no intervalo entre 3,50% e 3,75%, preservando uma postura cautelosa. Embora o Fed não deva reagir de forma imediata a choques de oferta de energia, a alta do petróleo elevou o risco de efeitos inflacionários de segunda ordem e reduziu o espaço para uma flexibilização monetária no curto prazo. Nesse contexto, os juros globais seguiram sensíveis à dinâmica da energia, enquanto os bancos centrais mantiveram uma postura mais dependente dos dados e atentos à persistência da inflação.
Brasil
Em abril de 2026, o ambiente doméstico permaneceu marcado pela combinação entre atividade resiliente, inflação pressionada e maior influência do cenário externo sobre os ativos locais. O choque nos preços do petróleo continuou afetando as projeções de inflação, levando a revisões para cima tanto para 2026 quanto para horizontes mais longos. Esse movimento reforçou a percepção de que o processo de desinflação ficou mais incerto, especialmente pela pressão sobre
combustíveis, custos de transporte e expectativas.
Na política monetária, o Banco Central deu continuidade ao ciclo de flexibilização, realizando novo corte de 25 pontos-base e levando a Selic para 14,50% ao ano. Apesar do corte, a comunicação permaneceu cautelosa, refletindo a piora das condições de contorno da economia: inflação corrente mais pressionada, expectativas em deterioração, atividade ainda resistente e cenário externo mais volátil. Assim, o ritmo de redução dos juros segue condicionado à evolução da inflação, do petróleo, das expectativas e da própria atividade econômica.
No campo fiscal e político, as discussões domésticas continuaram relevantes, mas perderam parte do protagonismo na formação de preços diante do peso crescente do choque externo. A curva de juros local passou a refletir de forma mais direta a dinâmica do petróleo em reais, indicando que a política monetária e os ativos brasileiros seguem particularmente sensíveis à duração da guerra e à trajetória dos preços de energia. Em paralelo, a aproximação do ciclo eleitoral mantém elevada a atenção do mercado sobre medidas fiscais, estímulos à atividade e sinais de disciplina econômica.
Classes de Ativo do Plano CD
Renda Fixa Soberana: +1,07%
É esperado que a Renda Fixa Soberana tenha desempenho próximo ao CDI, que acompanha a Selic, em abril o BACEN decidiu cortar novamente a taxa SELIC em 25 bps, reduzindo-a para 14,50%, continuando com o ciclo de corte de juros. A expectativa para cortes de juros futuros dependerá muito da resolução do conflito EUA x Irã, pois o preço do petróleo é muito impactado por conta da guerra, o que impacta diretamente a inflação e reduz a possibilidade de novos cortes.
Em abr/26, a Classe Renda Fixa Soberana teve um retorno de +1,07% em linha com o benchmark (CDI), que subiu +1,09% no período. No ano a classe rendeu +4,52%, igual ao benchmark. Em 12 meses, a Classe acumula retorno de +14,73%, em linha com o CDI que acumula +14,83%.
Renda Fixa Juro Real: +2,01%
Em abr/26, a Classe Renda Fixa Juro Real teve um retorno de +2,01%, ficando abaixo do benchmark (IMA-B 5+), que subiu +2,20% no período. Essa rentabilidade se deu por conta do fechamento da curva das Bs, devido a notícias de possibilidade de encerramento do conflito entre EUA x Irã. A duration da Classe é de 8,96, abaixo do IMA-B 5+ com 9,63.
No ano a classe rendeu 4,77%, acima do benchmark que rendeu 4,45%. Em 36 meses, a carteira acumula +27,03% um retorno bem acima do seu benchmark o IMAB5+, que rendeu +21,89%.
Renda Fixa Global com Hedge: +2,02%
Em abr/26, a Classe Renda Fixa Global com Hedge teve um retorno de +2,02%, ficando acima do seu benchmark (CDI) que subiu +1,09%, no período e do seu objetivo de retorno (CDI + 2% a.a.) que subiu +1,25%. O fundo MAN subiu +1,47%.
Do lado da Oaktree (+2,29%), março foi marcado por forte aversão a risco global após a escalada das tensões no Oriente Médio, com o Brent saltando de US$ 72,5 para cerca de US$ 120, pressionando as expectativas de inflação e reprecificando as curvas de juros globais. Nesse ambiente, mercados acionários registraram quedas expressivas e yields dos Treasuries subiram, pesando sobre ativos mais sensíveis a juros. No portfólio, senior loans americanas e europeias foram os principais destaques positivos, enquanto high yield e dívida emergente foram os principais detratores. A gestão segue favorecendo ativos de maior yield combinados a baixa duration, com preferência por títulos conversíveis de menor risco e títulos lastreados em hipotecas residenciais.
No ano a classe rendeu +3,89%, abaixo do seu benchmark que rendeu +4,45%. Em 36 meses, a Classe acumula +45,48% de retorno, abaixo do objetivo de retorno que sobe +52,52% e acima do enchmark que subiu +43,75%.
Renda Variável Local: -0,03%
Em abr/26, a Classe Renda Variável Local teve um retorno de -0,03%, ficando em linha do benchmark (IBOV), que caiu -0,08% no período. O fraco desempenho da bolsa é explicado pela volta de capital estrangeiro a bolsa americana, o que reduz a quantidade de capital que entra na bolsa brasileira (principal motivo do rally de alta do IBOV).
No ano a classe rendeu +16,33%, em linha com o benchmark que rendeu +16,26%. Em 36 meses, a carteira acumula uma alta de +79,17%, em linha com o IBOV que rendeu +79,37%.
Renda Fixa Global: -3,05%
A Classe Renda Fixa Global caiu -3,05%, caiu menos do que seu benchmark (Bloomberg Global Aggregate (BRL)) que sofreu uma queda de -4,14%. Em abril, o fundo da MAN caiu -3,00% em real e o fundo da Oaktree -3,14%. Em dólar, a performance os fundos foi de, Man +1,51% e a Oaktree +1,57%, essa diferença de rentabilidade, entre os ativos em dólar comparados ao em reais, se dá por conta da forte queda do dólar em relação ao real (-3,33%). No ano a classe caiu 8,31%, acima do seu benchmark que caiu -9,21%.
Nota: Os comentários dos fundos da Classe são os mesmos apresentados na Classe Renda Fixa Global com Hedge, a diferença de Renda Fixa Global para a Renda Fixa Global com Hedge consiste na exposição cambial, ou seja, enquanto os fundos da Classe com Hedge não possuem exposição cambial, essa Classe pode sofrer com a variação do dólar.
Renda Variável Global: +5,65%
Essa Classe aloca exclusivamente no BDR de ETF de S&P 500 (BIVB39), que, por sua vez, busca replicar o S&P 500 que é um índice que reflete o desempenho das 500 maiores empresas negociadas em bolsa nos Estados Unidos.
Tanto no mês de abril quanto no ano de 2026, a Classe rentabilizou igual ao benchmark (S&P 500), no mês ambos subiram +5,65% e no ano ambos caíram -4,17%.
Plano BD
BD Consolidada: +1,25%
No mês, Plano entregou rentabilidade de +1,25%, acima da prévia do IPCA+5,57% a.a. que subiu 1,10%. No ano, o Plano rendeu +4,12%, abaixo da sua meta atuarial (IPCA+5,57% a.a.) que rendeu +4,41%. Em 36 meses, o Plano está com um retorno acumulado de +36,12% acima da prévia do IPCA+5,57% a.a. +34,34% de retorno.