Como o conflito militar entre Rússia e Ucrânia afeta o nosso bolso - RUMOS

Passados mais de 3 meses do conflito entre Rússia e Ucrânia, os brasileiros já sentem no bolso os efeitos da guerra, mesmo estando tão distantes geograficamente.  Peças imprescindíveis na agricultura global, a Rússia é a maior fornecedora de fertilizantes para o Brasil, a Ucrânia produz 17% do milho disponível no mundo e, juntas, exportam 30% do trigo consumido no planeta. São apenas 3 exemplos que, impactados pela guerra, acabam gerando um efeito dominó em toda a cadeia produtiva global de alimentos.

Soma-se a isso a alta do petróleo. O Brasil, apesar de produtor, consome mais do que fabrica, e precisa importar da Rússia. Apenas duas semanas após o início do conflito, a Petrobrás aumentou 18,8% o preço da gasolina, 16,1% o gás de cozinha e 24,9% o valor do diesel. As sanções econômicas aplicadas pelos EUA e pela União Europeia foram uma das causas do aumento do preço do barril do terceiro maior produtor e exportador de petróleo do mundo: a Rússia.

Com a escalada de preços, a inflação volta novamente a nos assombrar depois de anos de recessão econômica e dos efeitos negativos da pandemia na economia brasileira. Os preços dos produtos nos supermercados tiveram a maior alta desde 1994. Este levantamento destaca a alta nos legumes e verduras, que só em março subiram 18,75% e 13,77%, só em março. O tomate teve um aumento de 41,27%. E quem mais tem sofrido, no Brasil, com as consequências deste conflito são as famílias de baixa renda.

 Fontes: O POVO , JC Concursos e CNN Brasil

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