Comentário Mensal - RUMOS

Dezembro/2025

Internacional

O cenário internacional ao final de dezembro de 2025 permaneceu marcado pela combinação entre os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e a consolidação do ciclo de afrouxamento monetário conduzido pelo Federal Reserve ao longo do segundo semestre. Ao longo do período, a política monetária americana seguiu como o principal eixo de atenção dos mercados, diante do processo de ajuste em curso após o início dos cortes de juros.

Embora o processo de desinflação tenha avançado de forma gradual e ainda com alguma resistência, os indicadores de atividade econômica passaram a sinalizar uma desaceleração mais disseminada, reduzindo as preocupações com um cenário de superaquecimento prolongado da economia americana e reforçando a importância da avaliação das condições financeiras globais para a dinâmica dos ativos.

Brasil

No Brasil, ao longo do quarto trimestre, a atividade econômica passou a mostrar sinais de moderação, após os impulsos observados ao longo do ano. O ambiente macroeconômico permaneceu marcado por um processo gradual de acomodação, com crescimento em ritmo mais equilibrado ao final de 2025.

No campo monetário, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15,00% a.a., reiterando uma condução cautelosa da política monetária e a necessidade de acompanhar a evolução do processo de desinflação. As expectativas de mercado continuaram apontando para a possibilidade de início do ciclo de cortes de juros ao longo do primeiro semestre de 2026. No ambiente político, a aproximação do calendário eleitoral de 2026 começou a ganhar maior relevância no debate econômico, compondo o pano de fundo das decisões de política econômica.

 

Classes de Ativo do Plano CD

Renda Fixa Curto Prazo: +1,21%

É esperado que a Renda Fixa Curto Prazo tenha desempenho próximo ao CDI, que acompanha a Selic, mantida em patamar elevado ao longo de 2025. Esse nível de juros reflete um ambiente ainda desafiador, com inflação resistente e incertezas fiscais. No fechamento de dezembro, o COPOM segue com postura cautelosa, indicando que o ciclo de aperto monetário está próximo do fim, com a política monetária permanecendo restritiva por mais algum tempo.

Em dez/25, a Classe Renda Fixa Curto Prazo teve um retorno de +1,21% ficando em linha com o benchmark (CDI), que subiu +1,22% no período. A diferença de desempenho em relação ao CDI no período, foi em razão dos custos do fundo.

No ano, a carteira entregou rentabilidade de +14,22% no ano, enquanto o benchmark obteve +14,31%.

Renda Fixa Juro Real: +0,26%

Em dez/25, a Classe Renda Fixa Juro Real teve um retorno de +0,26%/, ficando acima do benchmark (IMAB 5+), que caiu -0,19% no período. A duration da Classe é de 7,43, abaixo do IMA-B 5+ com 9,78. A performance positiva é explicada pelo movimento de fechamento das taxas das NTN-Bs, principalmente por conta do encerramento do ciclo de aperto monetário pelo Banco Central.

No ano, a carteira entregou rentabilidade de +14,37% no ano, enquanto o benchmark subiu +14,20%. Em 36 meses, a carteira sobe +8,78% a.a., acima do IMA-B 5+ com +7,59% a.a. de retorno.

Renda Fixa Global com Hedge: +1,25%

Em dez/25, a Classe Renda Fixa Global com Hedgeteve um retorno de +1,25%, ficando abaixo do benchmark (Bloomberg Global Aggregate USD) que subiu +2,80% no período e do objetivo de retorno (CDI + 2% a.a) que subiu +1,40%.

No ano, a carteira entregou rentabilidade de +16,49% no ano, enquanto o benchmark subiu apenas 6,89% de retorno e o objetivo de retorno subiu +16,60%. Em 36 meses, a Classe acumula +13,63% de retorno, abaixo do objetivo de retorno que sobe +15,03% a.a. e o benchmark +5,14% a.a., apenas.

Do lado da Oaktree, a estratégia Global Credit manteve as alocações inalteradas, com foco em ativos de menor duration e yields elevados. A gestora destacou o bom desempenho de high yield, Senior Loans e crédito estruturado, beneficiados pelo carrego, mantendo uma postura disciplinada, diversificada e cautelosa diante da maior volatilidade e das incertezas macroeconômicas.

Renda Variável Local: +1,42%

Em dez/25, a Classe Renda Variável Local teve um retorno de +1,42%, ficando acima do benchmark (IBOV), que subiu apenas +1,29% no período. Foi mais um mês positivo para a bolsa brasileira, como todo o ano de 2025, especialmente com entrada de capitais estrangeiros. Vale reforçar que a alocação é apenas Gestão Passiva, ou seja, busca ter desempenho em linha com o Ibovespa.

No ano, a carteira entregou rentabilidade de +33,10% no ano, enquanto o IBOV subiu +33,95%. Em 36 meses, a carteira acumula uma alta de +13,69% a.a. e o IBOV +13,70% a.a..

Renda Fixa Global: +3,18%

A Classe Renda Fixa Global subiu +3,18%, acima do seu benchmark (Bloomberg Global Aggregate (BRL)) que subiu apenas +2,80%. Em dezembro, o fundo da MAN subiu apenas +2,93% em dólar e o fundo da Oaktree subiu +3,30%, a performance desses fundos foi impulsionada em reais devido à valorização do dólar que subiu +3,02%. Assim, em reais, o fundo da Man apresentou uma performance de +0,95% e a Oaktree +1,39%.

Nota: Os comentários dos fundos da Classe são os mesmos apresentados na Classe Renda Fixa Global com Hedge, a diferença de Renda Fixa Global para a Renda Fixa Global com Hedgeconsiste na exposição cambial, ou seja, enquanto os fundos da Classe com Hedgenão possuem exposição cambial, essa Classe pode sofrer com a variação do dólar.

Renda Variável Global: +3,42%

Essa Classe aloca exclusivamente no BDR de ETF de S&P 500 (BIVB39), que, por sua vez, busca replicar o S&P 500 que é um índice que reflete o desempenho das 500 maiores empresas negociadas em bolsa nos Estados Unidos.

No mês de dezembro, a Classe subiu +3,42%, levemente acima do S&P 500, que teve retorno de +3,09%.

 

Plano BD

BD Consolidada: 0,73%

Em 12/2025, o Plano BD teve um retorno de +0,73%, enquanto a prévia do IPCA+5,14% a.a. subiu +0,78% no período. Em dezembro, foi realizado o resgate total da posição em MAN do fundo da Oaktree.

No ano, a carteira entregou rentabilidade de +10,00% no ano, acima da prévia do IPCA+5,14% a.a. que subiu +9,63%. Em 36 meses, o Plano um retorno de +10,97%/ a.a. e prévia do IPCA+5,14% a.a. +9,96% a.a. de retorno.

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