Comentário Mensal - RUMOS

Fevereiro/2026

Internacional

Em fevereiro de 2026, o cenário internacional permaneceu mais complexo, com o Federal Reserve mantendo a pausa após os cortes realizados no segundo semestre de 2025 e reforçando uma condução dependente dos dados. A desinflação continuou avançando, porém de forma gradual e com resistência em alguns componentes, enquanto a atividade nos EUA seguiu resiliente, embora com sinais mais consistentes de acomodação no mercado de trabalho. Em paralelo, episódios de incerteza geopolítica e comercial mantiveram a volatilidade elevada, estimulando movimentos pontuais de proteção e diversificação e contribuindo para maior dispersão entre moedas, commodities e classes de ativos.

Brasil

Em fevereiro de 2026, a moderação da atividade doméstica se consolidou, consistente com a defasagem do aperto monetário e com condições financeiras ainda restritivas, sem sinais de deterioração abrupta. Na política monetária, o Banco Central manteve a Selic em 15,00% a.a. e preservou uma comunicação cautelosa, mantendo em aberto o início de um ciclo de cortes a partir de março, em ritmo moderado e condicionado à continuidade da desinflação e à estabilidade das expectativas.

Com a aproximação das eleições de 2026, o fiscal e a política voltaram a pesar mais na formação de preço dos ativos, deixando o mercado mais reativo a ruídos e a anúncios que afetem despesas, receitas e as regras fiscais. Ao mesmo tempo, medidas de estímulo e ações de crédito com apoio público podem ajudar a segurar a atividade, mas aumentam a cobrança por coerência e controle das contas públicas para evitar desancoragem de expectativas e alta do prêmio de risco.

 

Classes de Ativo do Plano CD

Renda Fixa Soberana: +0,99%

É esperado que a Renda Fixa Soberana tenha desempenho próximo ao CDI, que acompanha a Selic, mantida em patamar elevado ao longo de 2025 e para o início de 2026. Esse nível de juros reflete um ambiente ainda desafiador, com inflação resistente e incertezas fiscais. Em janeiro, o COPOM decidiu manter os juros em 15%, indicando que o ciclo de corte de juros começará em breve e será feito se os dados indicarem a desaceleração da economia.

Em fev/26, a Classe Renda Fixa Soberana teve um retorno de +0,99% ficando em linha com o benchmark (CDI), que subiu +1,00% no período. No ano a classe rendeu +2,16%, igual ao benchmark . Em 12 meses, a Classe acumula retorno de +14,38%, em linha com o CDI que acumula +14,50%.

Renda Fixa Juro Real: +1,86%

Em fev/26, a Classe Renda Fixa Juro Real teve um retorno de +1,86%, ficando abaixo do benchmark (IMA B 5+), que subiu +2,24% no período. A duration da Classe é de 8,63, abaixo do IMA-B 5+ com 9,83. A performance positiva é explicada pelo movimento de fechamento das taxas das NTN-Bs, principalmente por conta do provável início do ciclo de corte de juros.

No ano a classe rendeu 3,04%, em linha com o benchmark que rendeu 3,09%. Em 36 meses, a carteira acumula +32,02% de retorno e o IMAB5+ +28,45%.

Renda Fixa Global com Hedge: +0,59%

Em fev/26, a Classe Renda Fixa Global com Hedge teve um retorno de +0,59%, ficando abaixo do benchmark (CDI) que subiu +1,00%, no período e abaixo do objetivo de retorno (CDI + 2% a.a.) que subiu +1,14%.

No ano a classe rendeu 2,09%, um pouco abaixo do seu benchmark que rendeu 2,17%. Em 36 meses, a Classe acumula +47,04% de retorno, abaixo do objetivo de retorno que sobe +52,19% e acima do benchmark que subiu +43,45%.

Do lado da Oaktree, que subiu +0,57%, fevereiro foi marcado por um ambiente mais volátil, com piora no sentimento de risco após questionamentos sobre as perspectivas de crescimento do setor de software, o que pressionou especialmente os mercados de leveraged loans nos EUA. Ainda assim, a carteira entregou retorno levemente positivo, com destaque para high yield bonds, convertibles e dívida de emergentes, enquanto crédito estruturado e senior loans norte-americanos foram os principais detratores.

Renda Variável Local: +4,06%

Em fev/26, a Classe Renda Variável Local teve um retorno de +4,06%, ficando em linha do benchmark (IBOV), que subiu +4,09% no período. A bolsa brasileira continua desempenhando bem principalmente por conta da entrada de capital estrangeiro. Vale reforçar que a alocação é apenas Gestão Passiva, ou seja, busca ter desempenho em linha com o Ibovespa.

No ano a classe rendeu 17,14%, em linha com o benchmark que rendeu 17,17%. Em 36 meses, a carteira acumula uma alta de +45,86% e o IBOV +46,32%.

Renda Fixa Global: -2,06%

A Classe Renda Fixa Global caiu -2,06%, abaixo do seu benchmark (Bloomberg Global Aggregate (BRL)) que caiu -0,16%. Em fevereiro, o fundo da MAN caiu -1,86% em real e o fundo da Oaktree -2,16%, por conta da desvalorização do Dólar frente ao real (-2,21%). Em dólar, a performance os fundos foi de, Man 0,17% e a Oaktree -0,03%. No ano a classe caiu -5,94%, abaixo do seu benchmark que caiu -4,87%.

Nota: Os comentários dos fundos da Classe são os mesmos apresentados na Classe Renda Fixa Global com Hedge, a diferença de Renda Fixa Global para a Renda Fixa Global com Hedge consiste na exposição cambial, ou seja, enquanto os fundos da Classe com Hedge não possuem exposição cambial, essa Classe pode sofrer com a variação do dólar.

Renda Variável Global: -2,34%

Essa Classe aloca exclusivamente no BDR de ETF de S&P 500 (BIVB39), que, por sua vez, busca replicar o S&P 500 que é um índice que reflete o desempenho das 500 maiores empresas negociadas em bolsa nos Estados Unidos.

No mês de fevereiro, a Classe caiu -2,34%, igual ao S&P 500. No ano, a classe caiu -5,81%, em linha com o benchmark que caiu -5,78%.

 

Plano BD

BD Consolidada: 0,75%

No mês, a carteira entregou rentabilidade de +0,71%, em linha da prévia do IPCA+5,14% a.a. que subiu +0,81%. No ano a classe rendeu 1,47%, em linha do seu benchmark que rendeu 1,57%. Em 36 meses, o Plano está com um retorno acumulado de +35,78% acima da prévia do IPCA+5,14% a.a. +32,05% de retorno.

x